Pedagogia

Pedagogia
Como é bom ser educador

domingo, 14 de novembro de 2010

Planejamento é o Mecanismo Ideal para Garantir a Aprendizagem nas classes de alfabetização.

Planejamento é o Mecanismo Ideal para Garantir a Aprendizagem nas classes de alfabetização.

Acadêmicos: Aline Rosa, Daiani Cerutti, Érica Vieira, Ezequiel Roden, Pámela Moreno.

                                                            "Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará assim uma máquina utilizável e não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto." (Albert Einstein).

Embora nas últimas décadas tem-se observado um melhor índice no desenvolvimento da alfabetização escolar, nas escolas públicas e privadas, ainda há grandes desafios a serem alcançados.
Desafio crescente é a preocupação de “como planejar”, “para que e para quem planejar”, sendo um trabalho intencional e de qualidade na prática pedagógica dos educadores.
Primeiramente o planejamento não deve ser visto como uma lista que deve ser preenchida por obrigação, no que se pretende fazer nas salas de aula. E sim, se postar como um processo de reflexão no cotidiano de cada educador, aprendendo, exercitando sua capacidade de perceber o que realmente as crianças necessitam o que pode deixar de fora, quando e onde pode realizar determinada atividade, com atitudes de traçar, de projetar, de programar, elaborar um relatório dos conhecimentos que serão estabelecidos como forma de interação com o educando.
Por ser flexível o planejamento, cabe ao professor ter atitude crítica em relação ao seu trabalho pedagógico, permitindo repensar, revisar e prever possíveis mudanças significativas em suas práticas pedagógicas em vez de improvisar.
Contudo, as práticas em salas de aula, não devem ficar restritas a experiências e decisões isoladas de cada professor, e sim, onde o planejamento e a avaliação sejam partes integrantes de um trabalho coletivo dos professores e coordenadores pedagógicos, contribui para trocas de experiências e análises das práticas desenvolvidas dentro e fora das salas de aula. Desta forma um planejamento que crie condições que facilitem o processo de ação e reflexão dos professores alfabetizadores.
 Nesta perspectiva, o planejamento e a organização das atividades nas classes de Alfabetização podem ser entendidos como as decisões que direcionam as atividades em sala de aula devem ser tomadas previamente e intencionalmente pelo professor: tema de trabalho, tipo de texto escolhido, atividade concreta, agrupamento dos alunos, apresentação, objetivo da atividade e instruções de cada um, como ativar conhecimentos prévios, processo de realização da atividade, os materiais e a intervenção do professor, avaliação, correção e aperfeiçoamento.
Alguns critérios devem ser tomados para a organização da atividade como as características concretas dos alunos, o nível de conhecimento deles, as características do tipo de atividade, etc. Na escolha das atividades é fundamental usar os materiais reais que podem ser utilizados como forma de pesquisa: jornais, revistas, cartazes, livros, etc., atividade de reflexão ou resolução de um problema difícil, mas possível para os alunos, atividade que possa ser feita em grupo e que tenha sentido e seja útil fora da sala de aula.
             Ao planejar ou organizar as atividades em sala de aula o professor precisa pensar na rotina como algo que pode auxiliar no trabalho didático. É dentro do contexto da sala que podemos encontrar elementos que ajudam a trabalhar, com a linguagem oral e escrita e textos significativos.

Texto enumerativo
Texto informativo
Texto literário
Texto Expositivo
Texto Prescritivo
Trabalha com manipulação de dados. Exemplo: lista, horários, formulários, dicionários.

Todo o tipo de informações com função de conhecer ou transmitir explicações de caráter geral. Exemplo: notícias, jornais, revistas, artigos, reportagens, entrevistas, convites.

Trabalha com a ludicidade, induzir a emoção, sentimentos especiais. Exemplo: poesia, lendas, contos, narrações, etc.

Para estudar e aprender, para compreender novos conhecimentos, Exemplo: Resumos, Resenhas, descrições, argumentações.

Para fazer, executar, para a realização de trabalhos manuais. Exemplo: Receitas culinárias, instruções escolares, etc.



A idéia é trabalhar vários tipos de leitura, textos usados no meio social, para mostrar ao aluno um repertório diversificado de obras e de objetivos específicos com cada leitura que se faz.           
Todos esses tipos de textos devem ser trabalhados dentro da sala de aula. O ambiente da classe possibilita que a criança adentre ao mundo letrado, mundo da linguagem escrita, pois em todas as salas de educação infantil dispõem de chamada, calendários, murais, observações do tempo, cantinhos de leitura, dos brinquedos, etc.
            É necessário que o professor seja o leitor e escritor para seus alunos, isto é, o professor pode ler muitas coisas na sala como bilhetes, recados e anúncios da direção ou professores, o que o ajudará a entender a função da leitura e também poderá escrever tanto quanto puder como ler um conto e escrever o título no quadro, escrever a lista das crianças que faltam, etc.
            Se o professor deseja que seus alunos aprendam a valorizar a linguagem escrita, deve servir de exemplo concreto e prático onde ele mesmo demonstrará como ser um leitor e escritor permanente.                                     
            Ao planejar as atividades dentro de uma sala de alfabetização o professor deve ter em vista: modalidades organizativas. São quatro modos de organizar as atividades dentro do Planejamento escolar. Dentre eles estão: os projetos, atividades seqüenciadas, atividades permanentes e situações independentes;
 Projetos: As atividades podem ser organizadas através de projetos, uma ótima forma de articular os conteúdos, conhecimentos e situações de aprendizado.
            O projeto poderá integrar varias áreas de conhecimento: Linguagem oral e escrita, meio social e natural, matemática, artes, música. Um aspecto dos projetos é o desenvolver da autonomia dos alunos na decisão e desenrolar das atividades, criando situações que estimule a pensar, refletir, expor idéias, buscar informação, ou seja, os alunos participando na escolha do tema, elaboração do roteiro. Primeiramente é a escolha do tema, como: o corpo humano, o Universo (astronomia), Os dinossauros, Os minerais, etc.
            O Segundo passo é desenvolver um roteiro de conteúdos e atividades conforme o interesse e curiosidade das crianças.
O terceiro passo é o desenvolvimento, realização de atividades e a avaliação do conteúdo aprendido e do processo de aprendizagem individual e coletivo dos alunos.
   O quarto passo é a síntese do projeto em que serão explicitados os objetivos atingidos, aprendizagens efetivas, dúvidas e limitações, reorganizando relações, procedimentos e atitudes futuras.
   Então, independente do projeto, o planejamento é uma ação de suma importância para formação de nossos alunos.
O projeto como uma finalidade expressa em um produto final feito por todos os alunos. Vejamos um exemplo de roteiro de trabalho do projeto “ O Céu” ( 2º ciclo de educação infantil) ( Escrever e Ler- II  pg. 213)
1º O que há no céu? o que acontece?

2º As cores do céu

3º Por que o dia e a noite?

4º As estações do ano

5º
Contaminação

6ºAs viagens aéreas

Ar, vento
Nuvens
Sol
Lua
Estrelas
A terra
Os planetas
Neve
Chuva
Tempestades: raios, trovões, granizo, etc.
Luz e sombra
Névoa
Geadas
O tempo


Manhã, tarde e noite.
Arco-Íris



Quem contamina.
Conseqüências: mudanças do clima, doenças, etc.

Aviões
Foguetes
Balões



As atividades seqüenciadas: são aquelas em que há uma seqüência de níveis de dificuldade, funcional como os projetos ou integra-os, porém não necessita de produto final pré-determinado.
As atividades permanentes: são aquelas atividades propostas regularmente que se repetem de forma sistemática e previsível para desenvolver atitudes, hábitos, promover o gosto pela leitura e escrita.
As situações independentes: são aquelas situações ocasionais, ou seja, oportunidades de se trabalhar um conteúdo significativo que tem ligação direta com o contexto social. Exemplo: A discussão de um tema muito abordado na mídia: Copa do mundo.
Vemos, portanto, que é muito importante o planejamento nas salas de alfabetização, sendo este um instrumento de organização do trabalho didático do professor, no qual só aprenderá fazendo. O planejamento tem como função guiar as ações pedagógicas dos professores em sala de aula, orientando-os na fundamentação das escolhas para melhor compreensão de suas práticas.
E que os projetos façam parte do sistema de aprendizagem a que se pretende desenvolver na sala de aula, para que assim estimule na criança a sua imaginação, a tomada de decisão, analisar fatos do dia-a-dia, a refletir, debater, arriscar, buscar informação, isto é, a pensar sendo guiados pelo professor. Usar o projeto como uma forma de trabalhar com as crianças conhecimento da realidade em que vivem. Com intenções ou finalidades conhecimentos de linguagem oral e escrita.
Trabalhar com projetos em torno da atividade escolar não é uma tarefa fácil, porém a organização dessa tarefa é de fundamental importância para a aprendizagem das crianças. É importante que a criança participe ativamente desde a escolha do tema à realização do mesmo, de uma forma que a própria família se envolva nessa atividade escolar da vida da criança.
O professor deve ter sempre em seu planejamento um projeto a ser elaborado com as crianças, pode ser em datas comemorativas, por exemplo: Dia do Índio, Primavera. Após a decisão do tema, a discussão coletiva se centra em desenvolver os conteúdos que despertam a curiosidade das crianças, elaborar um roteiro da tarefa, pesquisar em jornais, revistas, livros, elaborar cartilhas, poesia, mural, etc. Após a finalização do projeto o professor deve fazer uma recapitulação de tudo que foi aprendido, um resumo das atividades e conteúdos estudados e também um documento em forma de arquivo sobre o tema. Formular questões e propostas para novos temas.

Referências


CURTO, Lluís Maruny; MORILLO, Maribel Ministral; TEIXIDÓ, Manuel Miralles. Escrever e ler. Vol. 2. Artmed, 2000.

LEITE, S.A.S (org.). Alfabetização e Letramento – contribuições para as práticas pedagógicas. Komedi/Arte Escrita, 2001.
VASCONCELOS, Celso dos S. Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem e projeto político-pedagógico. 5. ed. São Paulo: Libertad, 1999.





Projeto: Mobilizando as práticas diárias e formativas dos educadores nas relações de gênero dos processos educativos.


Universidade Anhanguera-Uniderp

Mobilizando as práticas diárias e formativas dos educadores nas relações de gênero dos processos educativos.

1        Identificação da Unidade Escolar:
Nome: Estrelas
Endereço: Alagoas        nº.: 123
Bairro: Lagoa
Município: Campo Grande
Telefone: (67) 0000-0000
Estado: MS
CEP: 79000000
Equipe Pedagógica:
Bel (Direção)
Sil (Coordenação)
Identificação do Projeto:
Natureza: Curso de Formação Continuada e Formativa de Professores.

Público Alvo: Professores

Estimativa de Participantes: 15 Professores
Equipe de Elaboração e Execução:
Érica Nasc. Vieira (Coordenadora)
Daiani Cerutti, Ezequiel Roden, Inês Reis, Juliana S. Rodrigues e Luciene Ribeiro.    (Participantes do grupo).

Início:
Maio de 2010

Término:
Junho de 2010
Carga Horária Total:
 20/h.
 3. Justificativa: 

       Visando explicitar as diversidades culturais encontradas pelo docente na sala de aula e como trabalhá-los de maneira comumente entre os discentes, elaboramos este projeto na qual vem com o objetivo de discutir em maior abrangência o tema gênero.
Entendemos que nos encontramos em um contexto de pluralidade muito grande, onde há inúmeras possibilidades de caracterizar o feminino e o masculino, com base nesta variedade e convivência de idéias é lançado ao professor o desafio de como se usar metodologias necessárias para se trabalhar neste contexto tão amplo e significativo, porém, as controvérsias deste contexto são muito evidentes, pois nos deparamos com profissionais da educação que ainda diferem o que é conveniente ao menino, assim como o que é conveniente a menina.
Deve se tratar de questões que norteiam as relações entre masculino e femininos dando espaço para o diferente. No contexto educacional há uma grande produção da desigualdades nas questões de gêneros. Assim acreditamos que “uma postura critica e reflexiva por parte de todos aqueles que atuam em instituições de ensino, e a problematização de práticas cotidianas escolares que interferem na construção da identidade de gêneros são iniciativas possíveis e necessárias para legitimação de novos modos de subjetivação”.( Gestalt e Gêneros,2005,p.180)      
Para Louro (1997), é preciso compreender o gênero como “constituinte da identidade dos sujeitos”. A identidade se forma de acordo com o processo de socialização.
Ao fazer uma avaliação histórica, entendemos que esta acepção de idéias são paradigmas e conceitos culturais de uma sociedade na qual sofreram mudanças e permanências. A cada momento histórico a cultura e a sociedades determina concepções diversas sobre o feminino e masculino em diferentes contextos de raça, classe, idade, religião, educação, etc. Ao discutir os conceitos de gêneros o livro Gestalt e Gêneros traz a seguinte abordagem:
A questão do tempo também contribuiu para o caráter plural do gênero, na medida em que cada época lança seus valores e preceitos, e a concepção do que é vivido e representado como feminino e masculino também está engendrada nesses fatores e no momento histórico que os legitima. (Gestalt e gêneros, 2005, p.172).
                                              
      A nossa intenção é questionar a mudança da construção de gênero no espaço escolarizado que por meio das práticas cotidianas de tratamento que atualmente tem provocado uma dicotomia entre os gêneros masculinos e femininos. Segundo o PCN volume10, revela que:
                                      A discussão sobre relações de gêneros tem como objetivo combater relações autoritárias, questionar a rigidez dos padrões de conduta estabelecidos para homens e mulheres e apontar para sua transformação. (...) As diferenças não devem ficar aprisionadas em padrões preestabelecidos, mas podem e devem ser vividos a partir da singularidade de cada um, apontando para a equidade entre os sexos. (PCN volume 10, 2000, p.144)
          
            A proposta principal do projeto é fornecer elementos que auxilie os educadores para transformar as práticas de ensino, os profissionais devem identificar e analisar situações do cotidiano escolar e trabalhar para o rompimento de preconceitos com um olhar social e crítico diante dessas diferenças de gênero promovendo e valorizando as diversidades.
Dispunha do profissional da educação intervir nos conflitos, propor situações de trabalho em conjunto com estratégias de facilitação das relações entre meninos e meninas.
É preciso refletir sobre a temática gênero, considerando a desigualdade social que o determinismo biológico cria, ao estabelecer padrões de comportamento a homens e mulheres historicamente na sociedade. Segundo Louro: “Para que se compreenda o lugar e as relações de homens e mulheres numa sociedade importa observar não exatamente seus sexos, mas sim tudo o que socialmente se construiu sobre os sexos”. (Louro, 1997, p.55). É evidente atitudes tradicionalistas que mantém as relações entre feminino e masculino com cristalizações e dicotomias que sustentam as desigualdades entre os sexos.
O desafio atual é como trabalhar com esses paradigmas antigos ou novos conceitos? Meninos cor azul, meninas cor de rosa? Como trabalhar os gêneros na educação? Ao se questionar é preciso que o professor reflita sobre sua conduta diária escolar e estabeleça proposta de mudanças na realidade social que vem tratando à temática da diversidade.
 “Mude, mas comece devagar. Porque a direção é mais importante que a velocidade” (Clarice Lispector).

  4. Objetivos:
Geral:
           Criar um espaço formativo para professores, que se discutam compreender as diversas situações das relações de gêneros, refletindo e possibilitando um ambiente de aprendizagem.

Específicos:
           Provocar reflexões critica entre os professores, sobre discussões dicotômicas de gêneros.
Auxiliar os professores a utilizar o material didático quanto aos conceitos de gêneros.
Sensibilizar os professores em sua conduta.
Informar os educadores das suas praticas diárias em relação aos alunos.
Trabalhar e introduzir a noção de diversidade e a necessidade do respeito às diferenças a fim de evitar preconceitos.
           Formar professores para que possam refletir e obter instrumentos para lidar com os comportamentos e atitudes que envolvam relações de gênero.

 5. Metodologia:

Com base nos estudos realizados pelo 5º semestre do curso de pedagogia da universidade Anhaguera-Uniderp na disciplina de Educação e Diversidade ministrada pela professora Ana Paula Gaspar Melin foi discutido a proposta de elaboração de um projeto que pudesse trabalhar com a diversidade depois de uma observação da escola escolhida.
Após a visitação e observação na escola, foi discutida a necessidade da elaboração do projeto, aonde viesse a mobilizar os educadores oferecendo elementos para transformar as práticas de ensino trabalhando com o tema gênero.
O projeto foi elaborado para atender quinze educadores e esta distribuídos em cinco momentos cada um com duas horas de duração, totalizando dez horas de formação continuada para os professores. Os encontros estão distribuídos em proposta de atividade como: dinâmicas, montagem de mural, formulário, projeção de videos, texto para debate, palestra e pesquisa e discussão de caso.
Será necessária a disponibilidade de uma sala ampla para acomodarem os professores. E disponibilidade de horário tanto da parte da escola como dos professores para que o projeto possa atingir a meta de atender todos os professores.
Contaremos com a colaboração da escola dos diretores e coordenador para a aplicação das atividades e na avaliação final.

 6. Programação:

Primeiro encontro - Duração 2horas: O objetivo é obter informações prévias dos educadores relacionadas ao termo “gênero” através do preenchimento de um formulário onde pudesse saber qual o conhecimento e entendimento que os profissionais da educação têm e como ele vem atuando e se comportado diante de situações relacionadas sobre o tema.
Formulário a ser avaliado:
O que você entende por gênero?
Que características representa o sexo feminino e masculino para você?
Que tipos de brinquedos você ofereceria para as meninas e para os meninos?
Você acha que meninos e meninas podem brincar com os mesmos brinquedos?
Você percebe algumas diferenças na forma de brincar de meninos e meninas?
Em sua opinião, existe na escola alguma pratica que provoque desigualdade entre os sexos?
Qual sua opinião sobre meninos brincar de bonecas e meninas brincar de carrinho?
Através das reflexões deste formulário será notada qual a necessidade de apresentar, discutir e refletir sobre como intervir no meio social do cotidiano escolar.
      Após será aplicado uma dinâmica para identificar as dicotomias de gêneros:Os educadores serão convidados a escrever em um papel uma palavra que signifique “homem” o que caracteriza o sexo masculino.
Depois escrever uma palavra que signifique “mulher” o que caracteriza o sexo feminino.
As palavras deverão ser escritas em um quadro negro, separadas em duas colunas.
Avaliar as palavras destacadas como uma problematização produzidas pelas dicotomias entre os gêneros, lançando pergunta como:
• Será que todas as mulheres são sensíveis?
• Não existem homens amorosos?
• A pessoa deixa de ser homem se for delicada?
• Ou deixa de ser mulher se for machista?
• Todos os homens são machistas?
• Todas as mulheres são mães?
As perguntas deverão ser elaboradas de acordo com as palavras descritas para o sexo feminino e masculino.
Assim poderemos identificar como a nossa sociedade esta organizada a compreender as concepções de gêneros masculino e feminino determinando fortemente papeis a cada um. Refletir sobre as associações do sexo masculino como representante de força, agressividade e poder, o feminino é visto pela ótica da fragilidade, da calma e tranqüilidade. Levantar discussões sobre as polêmicas questões que são impostas se indagando porque menino não pode chorar, menina tem que ter modos, menino brinca de carrinho, menina brinca de boneca, rosa para meninas, azul para meninos. Identificar  as construções de padrões que podem  prejudicar tanto homens quanto mulheres. Exemplo: Homem educados para ser competitivo, agressivo contribui pra violência, sendo um dominador, mulheres educadas  para fragilidade, aceitará as violência terá medo de se impor.     
Segundo encontro - Duração 2horas: Será disponibilizado 40 min no laboratório de informática para que os professores pesquisem sobre a diversidade enfatizando o tema “gênero” e façam anotações, depois realizem um debate entre eles, uma discussão de caso a sua conduta na sala de aula como trabalhar na sua pratica educativa.
Após será realizado uma dinâmica que irá intervir no pensamento e na consciência dos educadores.
A dinâmica consiste em realizar dobraduras em um papel, para cada dobra o participante deverá lembrar experiências marcantes em sua vida, por exemplo: uma experiência que passou na infância; uma situação difícil, vexatória e de humilhação que tenha passado em sua infância e na adolescência; uma situação em que o - caracterizou como mulher ou como homem dando comentários, apelidos, uma situação marcante na escola ou na vida pessoal, que tenha sido boa ou não; o primeiro namorado o primeiro beijo, uma mentira que não funcionou e teve conseqüência, um professor que deixou boas ou más lembranças; uma atividade na escola que não esqueceu, entre outras.
Ao final deve se solicitar que o papel seja desdobrado e que a pessoa tente deixá-lo como o original sem dobras e marcas. Segue-se a analogia assim como as “marcas” que ficaram no papel com aquela experiência e lembranças, ficaram também ao longo da vida de cada um.
Assim os professores poderão refletir sobre as marcas deixadas por outras pessoas ao longo de várias etapas de suas vidas (infância, adolescência e idade adulta) situações, experiências ou comentários, sendo elas negativas ou positivas. A questão principal sera refletir: “Que tipo de marcas, nós profissionais da educação, podemos e queremos deixar em nossos alunos?”.
Ao se indagarem com essa questão os educadores percebem a importância do cuidado na abordagem de temáticas relacionadas a gêneros. 
Terceiro encontro - Duração 2horas: Discutir a dicotomias e papéis de gênero através de uma projeção do filme “Acorda Raimundo, Acorda”
Ficha Técnica: retirada de http://www.sec.ba.gov.br “Duração: 15: 46”
Origem: Brasil. Produção/Distribuição: Ibase Vídeo – Iser Vídeo
Ano: 1990. Cor: Colorido
Elenco: Paulo Betti, Eliane Giardini, Zezé Motta e José Mayer.
Sinopse: o vídeo apresenta a vida de uma família operária dos anos 1980 em que os papéis sociais de homem e mulher são invertidos. Por meio dessa inversão, são explicitadas desigualdades, situações de violência e ausência de igualdade de direitos. Produzido pela ONG Ibase (www.ibase.org.br).
A apresentação do filme terá por objetivo discutir a possibilidade da troca de papéis de gênero e desconstruir a noção de papéis nitidamente demarcados para homens e mulheres, onde o poder masculino é valorizado e visto como regra. Cada um deve dar seu ponto de vista relacionando o filme aos seus conhecimentos sobre gêneros.
Em um segundo momento espalhar papeis sulfites com nomes de brinquedos e brincadeiras pelo chão e pedir para que cada professor escolha um papel, identifique o brinquedo que escolheu e fale sobre ele, depois falar porque escolheu este brinquedo todos deve comentar sobre sua escolha. Assim refletir sobre que brinquedos e brincadeiras que estão sendo oferecendo aos seus alunos, para que não haja discriminação e classificação, mobilizando que todos possam brincar e se divertir com os mesmos brinquedos.
Quarto encontro - Duração 2horas: Será administrada uma palestra com a Profª. Msc. Maria de Lurdes Silva (UEMS/UFSCAR) que venha a discutir a construção de identidade das crianças e adolescentes na relação de gênero determinada pela sociedade. Enfatizando quais são as verdades e mitos na construção de identidade. Ao final da palestra será aberto um momento de reflexão onde o professor poderá expor seu pensamento e suas dúvidas para que possa ser discutida com intuito de encontra uma resposta para a sua prática.
Disponibilizar revistas, papel pardo, canetinhas para que os professores montem um mural com figuras e simbolo que caracterize a prática de homens e mulheres destacando as discriminações. E solucionando as problematizações.  
         Quinto encontro - Duração 2horas: Refletir a diversidade e a relação de gênero na escolar com o texto “Diferenças de gênero na escola: interiorização do masculino e do feminino” (Souza, Fabiana Cristina de – UNESP), através de uma mesa redonda e debate, enfatizando gêneros na realidade escolar. Em seguida os professores deverão fazer uma auto-avaliação sobre as sua conduta na pratica educacional sobre o tema e relatar que importância o projeto teve em sua conduta profissional e pessoal. 

  7. Avaliação:

Será avaliado o conhecimento prévio dos professores sobre o tema “gênero” observando a compreensão através do questionário e da pronunciação dos professores.
 Durante o desenvolvimento do projeto será analisada uma auto-avaliação do professor sobre a sua conduta antes e depois do projeto, que importância o projeto teve em sua pratica. Toda a avaliação será participativa e objetiva acompanhada de uma lista de freqüência.   
 
 8. Recursos:
Materiais/Equipamentos Permanentes:
Data-show (material para aquisição);
Laboratório de informática;
Materiais/Consumo:
          Os materiais relacionados ao projeto: texto 15 copia, 15 folhas para o preenchimento do formulário, 15 folhas para a realização da primeira dinâmicas, 15 folha para a realização da segunda dinâmica, 2 copias dos tipos de brincadeiras e brinquedos ,15 folhas para a auto-avaliação dos professores, revistas, tesouras, canetinhas, canetas, papel pardo.

Humanos:
Para a palestra será convidada a Profª. Msc. Maria de Lurdes Silva (UEMS/UFSCAR)

 9. Referências:
Básica:
Gestalt e Gênero: Configurações do Masculino e Feminino na Contemporaneidade (264 p.). Lilian Meyer Frazão; Sérgio Lizias C. de O. Rocha (org.) Campinas: Livro Pleno, 2005.
LOURO, Guacira Lopes. Gênero, Sexualidade e Educação: Uma perspectiva pós-estruturalista. 1997.
Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: pluralidade cultural, orientação sexual / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997.  volume 10.

Complementar:
http://www.ppgte.ct.utfpr.edu.br/grupos/genero/

http://www.educarede.org.br/educa/index.

 10. Aprovação do Projeto:
                             Campo Grande ____________ de ________________ de 2010.
 
      __________________________________
                Coordenadora do Projeto